Tinha uma pedra no meio do caminho. Ou melhor, um pedregulho... Só de raiva eu chutei, pra ver no que ia dar. Pra variar, estava descalço. A pedra? Nem se emocionou. Ficou ali mesmo, estática, como se tivesse batido uma brisa. Meu pé parecia a minha mente, estava irreconhecível. Sem saber se ria ou se chorava, apenas olhei. Veio outra pessoa pelo mesmo caminho, abaixou-se, fez um pouco de força e tirou o obstáculo. Virou para mim, viu meu pé, minha cara e disse: "Estava grudada no barro".
É, amigo, não sei se paciência ou inteligência, mas é preciso se ter mais.
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