Minha pele vai se desprendendo. A dura carapaça que me protegia se desfaz e revela a fina camada do que realmente sou. A essência se mantém a mesma, de vez em quando, mas o resto sofre múltiplas metamorfoses e vai cadenciando o surgimento de um novo ser. Salvo algumas cicatrizes mais profundas, o resto vai embora com a velha armadura. Fico suscetível a tiros, olhares indiscretos, porém não demora, meu casco se petrifica novamente.
Mudar dói, mas é preciso.
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