De papel não, meu caro. Papel é maleável e às vezes até dá para ver através. Acho que é plástico mesmo. Daquele bem duro, sem cor, opaco e vagabundo. E não são tão imóveis. São seres diabólicos, maquiavélicos, que confabulam pelas suas costas, mas na sua frente, aí sim, parecem porcelana. Porcelana da cara. Por um segundo, você até chega a pensar que encontrou algo valioso; mas no fim, é só plástico. "Que porra é essa?". Este é o futuro das relações, é última tecnologia - apesar de não ser inovação no mercado. Mas eles vêm com novidades... As novas versões são tão detalhadas, que até parecem superficiais: se você chegar bem perto, dá até para ouvir uma vozinha gravada no fundo, que fica a repetir:
- Meu amigo, meu amigo!
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