Tudo parece diferente. As lembranças dão forma, o subconsciente mentaliza, mas os olhos sempre dão um jeito de negar o que se vê. Pregam peças atrás de peças e te forçam a ficar ali, perplexo, buscando outra explicação senão a obviedade, a solidez dos fatos. A aparência vai se distorcendo. Como num pesadelo em que tudo é de cera e vai derretendo aos poucos, sua realidade também o é: em um piscar de olhos você é transportado e tudo se manda dali, sem nem deixar rastro.
Acreditar ou não acreditar? Eis o dilema de quem se apoia em coisas frágeis demais.
Aquilo que capta imagem, não é capaz de captar essência.
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