Não sei se é predisposição, mas tenho mania de deixar as coisas pela metade. Aprendo meio solo, escrevo meio texto, meia música; se for pra correr, meia maratona de meio quilômetro; se for pra foto, meio sorriso. Às vezes, meia palavra e já me faço entender. Pela metade, claro. Meio que é assim, tudo partido em 50% meus e 50% do acaso. E se me vir acabar algo, como este parágrafo, não se assuste, só usei metade do potencial da minha criatividade.
Se eu me incomodo? Ah, meio que sim. Fico dividido entre ser acomodado e querer mais alguma coisa, metade-metade. Mas, afinal de contas, quem é inteiro nesse mundo hoje?
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