Roberto era uma folha de caderno. Vivia sempre ali prensado, de cara para as mesmas coisas. Sua vida, sempre pautada nas mesmas linhas de raciocínio. Achava tudo aquilo um saco, era tudo imperfeitamente igual. Queria mais. Certa manhã, acordou meio virado, se dobrou, se desdobrou, tentou se fazer um avião, mas não conseguiu voar.
Todo amassado, Roberto finalmente percebeu:
Havia se destacado.
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