segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Goteira

Meu relógio é um conta-gotas
Contra-gotas, contra-tempo
Conta até a última.
Conta as gotas,
Gatos pingados na pia,
Na pia do tempo que seca
E, apesar de tudo,
O meu relógio ainda conta,
Com o mesmo irritante barulho,
As gotas da vida que resta.

2 comentários:

  1. No mundo de hoje é meio difícil encontrar pessoas jovens que gostem de poesia. Adorei o seu jeito de escrever, mas não consigo seguir seu blog porque não tem onde clicar pra isso :(... Continuo acompanhando suas postagens. Te desejo muita inspiração sempre e que essa saudade que você sente e escreve em muitas postagens, amenize. Embora a dor faça parte da vida e o poeta saiba sofrer como ninguém, devido ao "sofrer" ser um "sentir". Beijos, foi um prazer conhecer seu blog. :)

    ResponderExcluir
  2. Não precisa agradecer, eu passei por uma situação parecida há pouco tempo também: Perdi meus pais no mesmo mês, porém em anos consecutivos. Acho que sei bem a dor que você sente... Infelizmente, ainda não consigo ver o o botão seguir :( Se quiser, adiciona no facebook, é mais fácil para fazer contato: Eliza Damous. :)

    ResponderExcluir