terça-feira, 31 de julho de 2012

Saudade

 Era duro como um coco. Elegante e sútil como uma quadrilha junina, que até despontava um ar de alegria em seu rosto, para muitos, fechado. Mas para mim não, para mim era a fisionomia de um gênio, de um inventor; embora pudesse também ter sido filósofo, jogador de futebol, presidente do América, Papai Noel, ou até mesmo um vencedor do "Show do Milhão", afinal, não errava uma. Com ele era tudo direto, com exceção das suas palavras, que muitas vezes eram cruzadas, mas mesmo assim ele resolvia tudo.
 Agora, saudade e lembrança ele deixou para todos que o conheceram. A cada velhinho que vejo na rua, parece estar lá seu rosto e às vezes até ouço um assovio. Mas de tanta formas que o vimos, devemos recordar da que ele pediu: alegre, feliz e cheio de "Oba, oba".

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